GIORDANNO

Participo da organização do Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social (ENEDS) de 2025. Outros detalhes sobre meu currículo podem ser encontrados aqui.

Atualmente estou desenvolvendo pesquisa de doutorado sobre a curricularização da extensão em cursos de Engenharia Elétrica no estado de São Paulo por meio do uso de grandes modelos de linguagens em documentos de Projetos Pedagógicos de Curso.

Busco aplicar modelos de linguagem na perspectiva da engenharia e extensão popular. Possíveis trabalhos seriam pesquisar a adequação sociotécnica desse modelos nessa perspectiva e também aplicá-los por meio de extensão dialógico-emancipadora em comunidades, movimentos sociais e cooperativas populares. Além disso, tenho interesse na intersecção entre a computação – inteligência artificial, processamento de linguagem natural, modelos de linguagem – e as ciências humanas, como é realizado nas humanidades digitais e o que desenvolvi no meu trabalho de mestrado.

CRISTIANO

Na área de Engenharia Popular:

  • Participo da equipe de coordenação da extensão no Instituto Mauá, com foco em prospectar e desenvolver (e apoiar o desenvolvimento de) intervenções dialógicas e emancipadoras junto a comunidades ou organizações vulnerabilizadas;
  • Colaboro na co-orientação das pesquisas extensionistas do Giordanno e do Gustavo;
  • Desenvolvo pesquisas nos âmbitos do campo de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), de educação em engenharia, de extensão engajada e de filosofia da tecnologia/engenharia;
  • Ministro cursos que trabalham/discutem criticamente os fundamentos da tecnologia e da engenharia tanto na graduação do Instituto Mauá quanto na pós-graduação da FEEC (em parceria com o Romis)

Com relação a (co-)orientações (iniciação científica, TCC, mestrado ou doutorado) ou a parcerias em frentes de pesquisa, extensão ou ensino, alguns dos horizontes nos quais vislumbro que elas seriam possíveis são:

  • Estudos teóricos, introdutórios ou avançados, sobre a engenharia popular, as engenharias engajadas, a engenharia em geral, a tecnologia, a extensão engajada/ popular nos cursos de engenharia, formação crítica em engenharia e afins;
  • Pesquisas teórico-práticas sobre os impactos da extensão dialógico-emancipadora nas comunidades com as quais essa extensão é desenvolvida e/ou nas/os estudantes que participam dela;
  • Concepção, implementação e/ou avaliação de atuações extensionistas dialógicas e emancipadoras a partir das engenharias.

Além disso, tenho muito interesse em aprofundar meu entendimento e prática com respeito a engenharias/tecnologias indígenas e quilombolas e a intervenções dialógicas e emancipadoras das engenharias junto a esses povos/comunidades. Outros detalhes sobre o meu currículo podem ser encontrados aqui.

GUSTAVO

Tenho atuado com metodologias de desenvolvimento de software orientadas por valoressolidários e com arranjos de trabalho mediados por tecnociências solidárias, a partir de experiências como o desenvolvimento de algoritmo de rotas para a plataforma de entregas com a Señoritas Courier e o Núcleo de Tecnologia do MTST. Sou membro da Rede de Engenharia Popular Oswaldo Sevá (REPOS), do Grupo de Engenharia Popular (GEnPop) da FEEC e do GT5 – Ideias e estratégias de luta para mudar o Mundo do Trabalho (IEA/USP).

Minhas áreas de interesse:

  • Tecnociência solidária e desenvolvimento de software orientado por valores cooperativos e emancipatórios. Tenho investigado como algoritmos, plataformas e outras soluções sociotécnicas podem contribuir na construção de outros mundos possíveis, especialmente no mundo do trabalho.
  • Participo do desenvolvimento de uma plataforma de entregas junto à cooperativa Señoritas Courier e ao Núcleo de Tecnologia do MTST, onde buscamos construir tecnologias a partir dos saberes das pessoas trabalhadoras e com base em relações mais justas e autônomas;
  • Tenho me interessado cada vez mais pelos atravessamentos de raça e gênero nos processos de construção, uso e manutenção de tecnologias, buscando compreender como essas dimensões impactam a atuação de pessoas nos espaços sociotécnicos.

Possíveis frentes de trabalho para estudantes de graduação:

  • Desenvolvimento e aprimoramento de algoritmos para a plataforma de entregas da cooperativa Señoritas Courier, com foco em otimização de rotas e soluções tecnológicas solidárias.
  • Auxílio no processo de apropriação tecnológica das trabalhadoras da cooperativa sobre como os algoritmos funcionam e como podem ser usados no dia a dia e como podem inclusive participar mais ativamente no desenvolvimento.
  • Exploração de novas áreas de atuação da cooperativa, como passeios turísticos e oficinas de mecânica básica de bicicleta, desenvolvendo soluções tecnológicas que apoiem essas atividades.
  • Pesquisa sobre hardware e infraestrutura que favoreçam a soberania digital na cooperativa, com o objetivo de fortalecer a autonomia tecnológica das trabalhadoras.

Outros detalhes sobre minha trajetória podem ser encontrados aqui. Dentro das estruturas machistas, racistas e capacitistas do Brasil, sou lido como pessoa branca, aceito o tratamento como homem cis e não me enquadro como pessoa com deficiência. Me entendo como pessoa bissexual e não monogâmica e utilizo os pronomes ele/dele.

GUILHERME

Para o mestrado, me propus a pesquisar o uso de IA no ambiente escolar e quais os seus impactos (positivos ou negativos) no processo de ensino aprendizagem dos estudantes de 3° ano.

Alunos de graduação e pós-graduação que tenham interesse em estudar o uso da IA na educação, pensando em como disseminar informações sobre o uso crítico-reflexivo dessas ferramentas no processo de ensino; regulamentação do uso de IA na educação; inserção da IA nas práticas pedagógicas etc, são bem-vindos para podermos pesquisar mais sobre o assunto e poder contribuir para a construção de conhecimento nessa área

LUCAS

Minhas áreas de interesse:

  • No campo de computação social, tenho interesse na construção teórica e prática de algoritmos de inteligência artificial, como forma de linguagem e ferramenta, e estudo das relações entre natureza, era digital e sociedade.
  • Aplicações sociais e ambientais em algoritmos de predição espaço-temporal, como desmatamento, monitoramento de barragens, efeitos de mudanças climáticas,  identificação de discriminações em texto nas redes. Esforços para construir algoritmos que demandem menor custo computacional, com infraestrutura brasileira.
  • Tenho interesse em estudos/reflexões teóricas e práticas que envolvem pensamento crítico na tecnologia, tecnociência solidária, adequação sociotécnica e engenharia popular. Análise social e política, com recortes de classe, raça e genero sobre implementação e utilização de IAs;

Possíveis frentes de trabalho para estudantes de graduação:

  • Levantamento e análise crítica de diretrizes do uso de inteligências artificiais. A ideia busca entender como o Brasil tem se posicionado em relação ao uso de ferramentas de IA, em sua maioria produzidas pelo Norte global e consumidas pelo Sul, em âmbitos dentro e fora da academia. 
  • Estudo de revisão de trabalhos que sintetizam diferentes formas contra hegemonicas de concepção e uso de algoritmos de IAs. IAs que apoiam movimentos sociais e grupos minoritários, IAs que ajudam a denunciar e trazer transparência em prol social e da natureza. IAs explicáveis.
  • Estudo técnicas e arquiteturas que permitem maior privacidade em algoritmos de inteligência artificial, como privacidade diferencial e aprendizado federado. Muito ligado a esforços para combater vazamento de dados pessoais pelas Big Techs.

RAFAEL

Especificamente, minha pesquisa busca caracterizar o processo de construção do Baobáxia, um software de memória com estrutura federada e criado para suprir demandas de comunidades com acesso eventual a internet, que é utilizado, entre outros, por quilombos e aldeias indígenas ligados à Rede. Possuo graduação em Engenharia Elétrica pela FEEC/Unicamp e mestrado em Sociologia pelo IFCH/Unicamp. Em ambos, pesquisei temas ligados à inteligência artificial, aprendizado de máquina e redes neurais artificiais de uma perspectiva sociotécnica. Atualmente, participo do GEnPop, do Grupo de Estudos Gilbert Simondon (GrEGS/IFCH/Unicamp) e do Laboratório de Sociologia dos Processos de Associação (LaSPA/IFCH/Unicamp). Para mais informações, visite minha página pessoal ou meu currículo lattes.

ROMIS

THAIS

Sou membro da REPOS, do GenPop e da ssociação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social (ABEPETS). Além disso, fundei, junto com o Lucas e outras colegas capixabas, o Coletivo Capixaba de Engenharia Popular.

Na engenharia popular, o que eu tenho feito:

  • Desde 2023, trabalho com o LabNAU, laboratório de extensão do departamento de arquitetura e urbanismo da UFES, e com a Associação Onze8 no desenvolvimento de uma metodologia de diagnóstico de inadequações habitacionais na região metropolitana da Grande Vitória. Em suma, minhas alunas extensionistas trabalharam em um aplicativo para coleta, análise e visualização de dados de residências que precisam de intervenções arquitetônicas. Três trabalhos que escrevemos contam sobre essa experiência: este artigo do ENEDS 2023, este artigo do ENEDS 2024 e o resumo expandido da página 130 dos anais do ELAC 2023.
  • Participo de um grupo de leitura de pedagogia crítica que foi gestado e é gerido pelo prof. Carlos Eduardo Castellani. Nesse grupo, a gente lê textos que se relacionam à obra de Paulo Freire e, periodicamente, nos encontramos para conversar sobre esses textos. Temos notado que, além de um grupo de leitura, acaba sendo um espaço de acolhimento para quem se sente isolado dentro do CT/UFES. Um relato sobre essa experiência pode ser lido na página 35 da da quinta edição da revista do PET Elérica/UFES. Também vamos relatar a experiência no EREDS aqui em Vitória.
  • Junto com Lucas, Giordanno e Guilherme estou buscando fazer uma análise bibliográfica para entender como a literatura que trata das diretrizes de ética em IA leva em conta (ou não) os princípios da tecnociência solidária colocada por Renato Dagnino.

Meus interesses de pesquisa e estudo, de forma geral, se concentram na intersecção entre a engenharia popular, a inteligência artificial, o processamento de imagens e a extensão universitária. Com relação a orientações ou co-orientações (TCCs, iniciação científica, mestrado e doutorado), meus horizontes de pesquisa atual são:

  • Adequação sociotécnica de tecnologias de ciência de dados, inteligência artificial e processamento de sinais e imagem, com foco no desenvolvimento conjunto com movimentos sociais. Como mobilizar essas tecnologias a favor das lutas populares?
  • Estudos teóricos sobre a relação entre a elaboração de diretrizes éticas em inteligência artificial e o aprofundamento ou a mitigação de opressões sociais.
  • Análise social e política, com recortes de classe, raça e gênero sobre implementação e utilização da tecnologia
  • Investigações teórico-práticas sobre os princípios da pedagogia de Paulo Freire na formação de engenheiros e engenheiras